Riberam Preto, 30 de abril de 2026 – A Exposição Internacional de Máquinas Agrícolas do Brasil 2026 (Agrishow), com duração de cinco dias, foi concluída com sucesso no dia 27 de abril em Riberam Preto, estado de São Paulo. Sendo o maior e mais influente evento de tecnologia agrícola da América Latina, a exposição deste ano atraiu mais de 800 expositores de todo o mundo, cobrindo uma área de exposição de 520.000 metros quadrados, com mais de 195.000 visitantes e transações pretendidas atingindo 14,6 bilhões de reais (aproximadamente US$ 2,9 bilhões), estabelecendo um novo recorde.
Equipe chinesa de máquinas agrícolas brilha na América Latina e soluções personalizadas se tornam o foco
As empresas chinesas de máquinas agrícolas foram um dos maiores destaques da exposição deste ano. A Weichai Lovol Smart Agriculture apresentou 12 tratores inteligentes de última geração, incluindo a estreia global do trator Lovol M654N, projetado especificamente para o cultivo de café brasileiro. Com seu design de distância entre eixos estreita, sistema de potência de baixa velocidade e alto torque e troca rápida entre vários implementos, ele rapidamente se tornou um favorito entre os proprietários de plantações de café. Outro produto carro-chefe, o trator TN2604, atraiu um grande número de proprietários de fazendas de grande porte para testes graças ao seu sistema hidráulico de alto fluxo e à tecnologia de trem de força de ponta da Weichai.
Shandong Lingong apresentou oito modelos personalizados, abrangendo carregadeiras, escavadeiras e tratores de esteira, fornecendo soluções completas para gerenciamento de solo e necessidades de construção de sistemas de irrigação na América Latina. A Hanwo Agricultural Equipment lançou uma matriz de tratores de 50 a 100 cavalos de potência, adaptados aos padrões de operações agrícolas em grande escala na América do Sul, com pedidos no exterior aumentando 300% ano a ano. Além disso, empresas como a DJI Agriculture e a XAG apresentaram drones agrícolas e sistemas de irrigação inteligentes, demonstrando ainda mais as principais vantagens da China na digitalização de máquinas agrícolas.
Equipamentos da Linha Amarela passam para a agricultura, revolucionando a eficiência nas fazendas da América Latina. A exposição apresentou pela primeira vez uma “Zona de Equipamentos da Linha Amarela”, apresentando aplicações inovadoras de máquinas de construção, como carregadeiras e escavadeiras na agricultura. Dados da Associação Brasileira de Tecnologia da Construção e Mineração mostram que, até 2025, o agronegócio será o principal comprador de 34,5 mil unidades de equipamentos da linha amarela, transformando esse tipo de equipamento de coadjuvante de infraestrutura em componente central das operações agrícolas.
A Caterpillar apresentou um trator de esteira inteligente equipado com sistema de monitoramento de compactação do solo, capaz de ajustar parâmetros operacionais em tempo real para proteger terras agrícolas; A retroescavadeira multifuncional da John Deere integra funções de manuseio de carga e colocação de tubulações de irrigação, aumentando a eficiência em 40% por unidade. João Marchesan, presidente da Agrishow, afirmou: “A transformação agrícola dos equipamentos amarelos marca a entrada da agricultura latino-americana na 'era da precisão e eficiência'”.
Um ecossistema agrícola inteligente está a tomar forma, com a implementação da IA e de novas tecnologias energéticas. A seção “Agrishow Labs” da exposição virou vitrine para startups. A empresa brasileira AgroSmart lançou uma plataforma de monitoramento de culturas por IA que usa imagens de satélite e dados de sensores de campo para obter alerta precoce de pragas e doenças e otimização da irrigação, já atendendo mais de 100.000 hectares de terras agrícolas. O APP Dongfanghong Smart Agriculture da China YTO Group Corporation integra programação de máquinas agrícolas, registros agrícolas e funções de acesso ao mercado, construindo um ecossistema agrícola inteligente de "equipamentos + serviços + dados".
O novo setor energético também apresentou inúmeros destaques. A John Deere apresentou uma colheitadeira elétrica que pode operar continuamente por 8 horas com carga de uma hora, adequada para fazendas de pequeno e médio porte; O trator com célula de combustível de hidrogênio da Weichai Lovol atende às necessidades de redução de emissões de grandes fazendas, reduzindo os custos operacionais diários em 35% em comparação com os modelos a diesel.
A cooperação internacional aprofunda-se, com as tecnologias agrícolas chinesas e brasileiras fluindo em ambas as direções. Durante a exposição, empresas chinesas e brasileiras assinaram diversos acordos de cooperação. Weichai Lovol formou uma aliança estratégica com a Coopavel, a maior cooperativa agrícola do Brasil, para construir três centros de serviços de máquinas agrícolas localmente durante os próximos três anos; Shandong Lingong fez parceria com a Universidade Estadual de São Paulo para estabelecer conjuntamente um "Laboratório de Mecanização Agrícola", desenvolvendo em conjunto equipamentos especializados adequados para climas de floresta tropical.
O Ministro da Agricultura brasileiro, Marcos Montes, enfatizou na cerimônia de abertura: “A contribuição tecnológica e a inovação localizada das empresas chinesas de máquinas agrícolas estão ajudando o Brasil a atingir sua meta de duplicar as exportações agrícolas até 2030”. Fan Jianhua, presidente da Associação de Distribuição de Máquinas Agrícolas da China, declarou: "O mercado latino-americano tornou-se um importante pólo de crescimento para as exportações chinesas de máquinas agrícolas. Em 2025, as exportações de máquinas agrícolas da China para o Brasil aumentaram 52% em relação ao ano anterior, e espera-se que sua participação exceda 20% nos próximos três anos".
Conclusão: Da "importação de tecnologia" à "cocriação global" Dos modelos específicos das plantações de café de Weichai Lovol à transformação agrícola de equipamentos da linha amarela de Shandong Lingong e à plataforma agrícola inteligente desenvolvida em conjunto pela China e pelo Brasil, a Exposição de Máquinas Agrícolas do Brasil 2026 testemunhou o salto das máquinas agrícolas chinesas de "exportação de produtos" para "simbiose tecnológica". Nesta terra do maior produtor de café do mundo, uma revolução agrícola impulsionada por equipamentos inteligentes e tecnologia verde está a injectar um novo impulso na segurança alimentar na América Latina e até mesmo a nível mundial.